Festa de Iemanjá, boemia e cultura: saiba mais sobre o bairro do Rio Vermelho, em Salvador
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Festa de Iemanjá em Salvador tem como principal cenário o bairro do Rio Vermelho
Max Haack/Ag Haack
A Festa de Iemanjá, uma das mais tradicionais celebrações religiosas de matriz africana de Salvador, acontece na próxima segunda-feira (2) e tem como principal cenário o bairro do Rio Vermelho.
Além de ser um dos pontos turísticos e culturais mais conhecidos da capital baiana, o local também chama atenção pela vida noturna, com forte presença de bares e restaurantes.
Segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Salvador tinha 170 bairros, e o Rio Vermelho ocupava a 46ª posição entre os mais populosos, com 17.526 moradores. Desse total, 7.622 eram homens e 9.904 mulheres.
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Com isso, o bairro apresentava uma proporção feminina ainda maior do que a média da capital, que já é a cidade mais feminina do Brasil. Enquanto Salvador tinha 54,4% da população composta por mulheres, no Rio Vermelho elas representavam 56,5%, o que colocava o bairro como o 15º mais feminino da cidade.
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Outro destaque do Rio Vermelho é o envelhecimento da população. Ao todo, 4.346 moradores tinham 60 anos ou mais, o equivalente a 24,8% dos habitantes, isto é, cerca de uma em cada quatro pessoas.
Esse percentual é bem superior à média de Salvador, onde 16,5% da população estava nessa faixa etária, e coloca o bairro na 21ª maior proporção de idosos da capital baiana.
A presença de pessoas mais velhas também se reflete nos domicílios. No Rio Vermelho, 2.765 casas eram chefiadas por pessoas com 60 anos ou mais, o que correspondia a 35,5% do total — pouco mais de um em cada três domicílios. Em Salvador como um todo, esse índice era de 27%.
Em relação à cor ou raça, o Rio Vermelho está entre os poucos bairros da capital com predominância de moradores autodeclarados brancos. Dos residentes, 7.095 se declararam brancos (40,5%), 6.906 pardos (39,4%) e 3.402 pretos (19,4%).
O bairro figurava, assim, entre os 13 únicos de Salvador onde a população branca superava a soma de pretos e pardos, tendo a 14ª maior proporção de brancos da cidade.
Os dados do Censo 2022 também mostram que o Rio Vermelho tem forte característica vertical. Foram recenseados 7.793 domicílios permanentes ocupados no bairro, sendo que cerca de sete em cada dez eram apartamentos (69,8%, ou 5.442 unidades). As casas representavam 29,8% do total, com 1.147 registros.
O bairro também se destaca pela quantidade de pessoas que moram sozinhas. Ao todo, 2.488 domicílios eram unipessoais, o que corresponde a 31,9% do total — quase um em cada três lares. Esse é o 11º maior índice entre os bairros de Salvador. Na média da capital, 24,8% dos domicílios tinham apenas um morador.
Por fim, o Rio Vermelho aparece entre os bairros com maior rendimento médio dos responsáveis pelos domicílios. O valor era de R$ 7.233,56, o 16º maior entre os 170 bairros de Salvador, mais que o dobro da média municipal, que ficou em R$ 3.160,73.
Palco da Festa de Iemanjá e símbolo da diversidade cultural e religiosa da capital baiana, o Rio Vermelho reúne características demográficas que ajudam a explicar a importância histórica, social e econômica do bairro no contexto de Salvador.
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Joilson César/Ag. Picnews
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